sábado, 5 de novembro de 2016

"...e a saudade dele está doendo em mim"


Meu velhinho,
Nada me lembra você como esta música. Nenhuma música poderia retratar melhor a nossa convivência, a felicidade em te ter e o tamanho da saudade que lateja aqui no peito. Raramente falo de você com outras pessoas. Nossos momentos lindos ficam aqui na minha mente, me fazendo rir e chorar ao mesmo tempo. Há dias em que sinto o cheiro do  seu Kaiak e do Listerine de menta sem álcool que você usava.
Eu sinto uma saudade imensa de você. Todos os dias. Sinto falta de ser Rosa quando me sinto espinho, sinto falta do seu abraço mole e sincero, sinto falta de você me empanturrar de comida, aproveitando ´para comer também,porque Vó Lia sempre controlava rigorosamente a sua dieta.
Mas cá estou eu, ouvindo suas músicas favoritas e me lembrando do seu tom de voz, das suas mãos macias, do seu sorriso, das suas feições...e tentando seguir os seus conselhos. O principal deles: "Minha filha, procede!" Estou aqui, meu amor, tentando ser o melhor que eu posso.

Estou aqui, meu velho, esperando o dia de poder me sentir Rosa de novo, no seu abraço, na sua voz e no seu colo de pai.
Até lá, esteja bem, esteja em paz e feliz.
Eu te amo muito.
Sua, para sempre, Rosa.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Das experiências que o mundo nos proporciona

Esses dias têm sido desafiadores para mim. Há alguns meses, deixei de lado a minha "zona de conforto" e parti para uma aventura em outro estado, com outras pessoas, com outros ares, com outras perspectivas. Resultado: nunca achei que fosse tão complicado deixar a tal "zona de conforto". Tenho tido muitas dificuldades que não sabia que tinha e outras que eu não sabia que podiam piorar. Porém, longe de serem motivos de lamúria ou tristeza (foram, é bem verdade. Mas agora não são mais.), descobrir o que há em mim é libertador; saber das minhas necessidades, é maravilhoso! Por exemplo, descobri que minha mente e o meu corpo necessitam de meditação e, junto a ela, disciplina. Nunca dei tanto valor às duas coisas! Descobri aqui que minha emotividade é um negócio fascinante. Noite passada sonhei que estava beijando a careca de painho e acordei chorando no meio da noite. E o maior aprendizado de todos, até agora: Que ter dificuldades e chorar não é errado (putz! Que descoberta fabulosa!).
E assim tenho seguido, curiosa sobre mim mesma a cada dia. E como diz o gênio: "Uma mente que se abre a uma nova ideia, jamais retornará ao seu tamanho original".

E não é que se abrir o autoconhecimento é uma grande ideia?!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A janela

 


                                                         "Não quero ficar presa nela."

domingo, 18 de setembro de 2016

Independência é morte!

Salve, senhores, donos de empresas, negócios e gentes. Salva a vocês, que maldizem o útero pátrio do qual saíram e cospem na seiva que os alimenta. Salva a vocês, que vendam seus filhos com a ilusão da vida perfeita, lá fora, e os fazem menosprezar a terra que habitam; que ferem o princípio básico dos outros, em busca de viverem (in) dignamente, em seus padrões confortáveis. Salve a vocês, senhores, que arrancam até o último fio de cabelo negro e crespo do povo desta pátria, para depois chamarem de injustas as oportunidades, concedidas a essas mesmas pessoas, de conquistarem um lugar digno na sociedade. Salve, meus caros, nossos tão caros senhores, a vocês que repudiam as cotas, o SUS, o "ciência sem fronteira", o ensino público e o diabo à quatro, por não admitirem a ascensão das costas nas quais, até hoje, vocês limpam suas botas caras. Que Deus salve suas almas.
E que neste dia de Independência, eu ouça o grito de vitória daqueles que deixaram seu lar em busca de uma vida melhor na cidade grande; que eu veja o sorriso das mães de família, que deixam suas casas e seus filhos, para ensinar a dignidade aos filhos dos senhores, sem, no entanto, serem suas escravas; que eu ouça as vozes que cobram educação, saúde, dignidade e proteção. Que eu ouça, nesta data, o grito de independência do povo.
E que vocês, senhores, também ouçam "INDEPENDÊNCIA!"
Que vocês vejam "INDEPENDÊNCIA!"
E que vocês se curvem à "INDEPENDÊNCIA!"

PS: Ali, no título, é um "é" mesmo. É morte. É Independência.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Das ideia (ou do que move as pessoas)

Sempre admirei os grandes personagens históricos que morreram por um ideal. Sempre que ouvia falar deles, pensava comigo: “será que precisava disso tudo? Pessoas exiladas, torturadas, sozinhas…será que se fossem mais diplomáticas (ó, céus!) as coisas não se resolveriam? “E esse foi o meu argumento até hoje. Ou melhor, até antes do banho de 60 minutos que tomei agora a pouco. Esse foi o meu pensamento até eu ter que lidar diretamente com escolhas, com o “eu apoio” e “não, eu não apoio”, até eu ter que largar a diplomacia (leia-se medo do enfrentamento) e perceber quantos, até mesmo aqueles que comungam dos mesmos ideais que eu, me virarem as costas, porque não tiveram a sua vontade atendida. Agora eu entendo que o meu ideal sou eu mesma, que o meu ideal é um reflexo da minha construção ética e moral. Negligenciá-lo ou negá-lo, para satisfazer a vontade dos outros, quando essa vontade não condiz com a filosofia ou o objetivo proposto, é negar a mim mesma, é negar a todos aqueles que morreram defendendo o direito de professar tudo o quanto acredita (acredita mesmo, já que ninguém morre). Entendendo isso, eu também entendo que, em muitos momentos, estarei sozinha (por sorte eu tenho os mais chegados “do lado de lá” que não me largam assim tão fácil.), ou com aqueles poucos amigos. Apenas eu e a ideia.


Quero poder olhar para ela e me sentir feliz. Quero poder olhar para mim e me sentir feliz. Eu quero perceber a minha consciência tranquila...e feliz.