quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A janela

 


                                                         "Não quero ficar presa nela."

domingo, 18 de setembro de 2016

Independência é morte!

Salve, senhores, donos de empresas, negócios e gentes. Salva a vocês, que maldizem o útero pátrio do qual saíram e cospem na seiva que os alimenta. Salva a vocês, que vendam seus filhos com a ilusão da vida perfeita, lá fora, e os fazem menosprezar a terra que habitam; que ferem o princípio básico dos outros, em busca de viverem (in) dignamente, em seus padrões confortáveis. Salve a vocês, senhores, que arrancam até o último fio de cabelo negro e crespo do povo desta pátria, para depois chamarem de injustas as oportunidades, concedidas a essas mesmas pessoas, de conquistarem um lugar digno na sociedade. Salve, meus caros, nossos tão caros senhores, a vocês que repudiam as cotas, o SUS, o "ciência sem fronteira", o ensino público e o diabo à quatro, por não admitirem a ascensão das costas nas quais, até hoje, vocês limpam suas botas caras. Que Deus salve suas almas.
E que neste dia de Independência, eu ouça o grito de vitória daqueles que deixaram seu lar em busca de uma vida melhor na cidade grande; que eu veja o sorriso das mães de família, que deixam suas casas e seus filhos, para ensinar a dignidade aos filhos dos senhores, sem, no entanto, serem suas escravas; que eu ouça as vozes que cobram educação, saúde, dignidade e proteção. Que eu ouça, nesta data, o grito de independência do povo.
E que vocês, senhores, também ouçam "INDEPENDÊNCIA!"
Que vocês vejam "INDEPENDÊNCIA!"
E que vocês se curvem à "INDEPENDÊNCIA!"

PS: Ali, no título, é um "é" mesmo. É morte. É Independência.