quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Das ideia (ou do que move as pessoas)

Sempre admirei os grandes personagens históricos que morreram por um ideal. Sempre que ouvia falar deles, pensava comigo: “será que precisava disso tudo? Pessoas exiladas, torturadas, sozinhas…será que se fossem mais diplomáticas (ó, céus!) as coisas não se resolveriam? “E esse foi o meu argumento até hoje. Ou melhor, até antes do banho de 60 minutos que tomei agora a pouco. Esse foi o meu pensamento até eu ter que lidar diretamente com escolhas, com o “eu apoio” e “não, eu não apoio”, até eu ter que largar a diplomacia (leia-se medo do enfrentamento) e perceber quantos, até mesmo aqueles que comungam dos mesmos ideais que eu, me virarem as costas, porque não tiveram a sua vontade atendida. Agora eu entendo que o meu ideal sou eu mesma, que o meu ideal é um reflexo da minha construção ética e moral. Negligenciá-lo ou negá-lo, para satisfazer a vontade dos outros, quando essa vontade não condiz com a filosofia ou o objetivo proposto, é negar a mim mesma, é negar a todos aqueles que morreram defendendo o direito de professar tudo o quanto acredita (acredita mesmo, já que ninguém morre). Entendendo isso, eu também entendo que, em muitos momentos, estarei sozinha (por sorte eu tenho os mais chegados “do lado de lá” que não me largam assim tão fácil.), ou com aqueles poucos amigos. Apenas eu e a ideia.


Quero poder olhar para ela e me sentir feliz. Quero poder olhar para mim e me sentir feliz. Eu quero perceber a minha consciência tranquila...e feliz.