domingo, 11 de março de 2012

Do compreender


Às vezes eu ouso montar no mesmo cavalo descontrolado que o vejo cavalgar.Na verdade eu tento acompanhar do meu cavalo.Algumas pessoas também acompanham,mas desistem no meio do caminho,outras eu vejo, vez em quando,rodando ali por perto.Mas eu disse que iria até o final(uma decisão que só o mineiro tem coragem de tomar e só um nordestino é capaz de cumprir.E eu,(in)felizmente sou as duas coisas).Acompanho todo o trajeto do negro corcel que sai tomando a estrada e chega a desnortear o cavaleiro algumas vezes.Eu o sigo pra entender determinadas coisas…sigo da minha estrada.
São tombos feios!Às vezes o corcel tropeça no próprio caminho,outras vezes o cavaleiro se atrapalha,erra o caminho,chora,grita…mas nessas horas de maior desespero não há ninguém por perto.
Se eu estivesse no lugar do caveleiro,tendo que saber de tantas críticas,já com as mãos cortadas pela rédea,com o coração doído…eu ia querer só uma mão estendida e um sorriso nos lábios.E por mais que eu continuasse errando sempre,por mais que eu me fizesse de domador e risse das coisas que me aconteceram, eu ia querer que esta mão continuasse a se estender pra mim.
Eu ia querer…
Eu fico…
Eu me estendo…

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Desatado por Complexus