quarta-feira, 25 de julho de 2012

Do medo da solidão


Estava começando a ficar difícil. A menina se sentia incomodada com aquele comportamento tão complicado que a garota apresentava.No momento do telefonema, a sua vontade foi de dizer “umas verdades” para aquela que a insultava do outro lado da linha, mas preferiu um inexpressivo“ aham”( sei que o vocabulário da menina não é tão vasto, mas acho que outras expressões seriam mais agradáveis). Durante os quinze minutos em que escutava a doce voz da garota, uma pergunta surgiu para a menina: “ Por que esse medo de estar só?” Ela pensou em fazer essa pergunta para a cidadã que proferia palavras tão desesperadas(as quais a menina já não prestava mais a atenção), mas preferiu guardá-la para maiores reflexões.
Por que esse medo de estar só? Estar em sua própria companhia é tão difícil assim? Para a menina, que gosta dos seus momentos solitários, este comportamento, que beira um falso coletivismo, era um verdadeiro absurdo, mas deve ser tão complicado não conseguir suportar-se, precisar que as pessoas estejam sempre ao seu lado, o tempo inteiro, todas as horas, todos os segundos do dia. Por que ter medo de si mesma? Existem verdades em nós que ainda não temos coragem de ouvir e, é nesses momentos de solidão que a consciência – onde reside a lei de Deus, para nós espíritas – trás todas essas informações. Pode ser que não seja medo de estar só, podem ser várias outras coisas, mas tudo culmina na fragilidade, no medo e no desespero. Coube à menina repensar em suas colocações e apenas entender.

Quando compreendermos os verdadeiros sentido e poder dos momentos a sós, daremos mais valor a essas oportunidades. Até lá, ficamos com essas idéias distorcidas e precipitadas que “solidão e tristeza são irmãs”. 

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