terça-feira, 9 de outubro de 2012

Reduzindo tudo a nada




Lá vou eu, me embriagando com o terrível vício de me esquecer. Jogo os artigos sobre a mesa, os livros no chão, a caneca de chá sempre a altura das mãos, e os devoro, todos os dias, todas as horas, até eu não saber mais o que sinto, até não me lembrar de mais nada que não seja fórmulas, vitaminas, minerais, metabolismo, forma ativa, proteínas, bactérias, e outras tantas coisas. É nesse exagero que eu me perco.  Não consigo falar de mais nada que não seja isso e a novidade é sempre esta: “estou na correria”; a superação se resume a entender o artigo que irei apresentar semana que vem. Hoje eu me cansei disso. Este processo suicida tem me deixado tão cega, que mal consigo pensar no que escrever sobre o que vejo (quando vejo); tem sugado meu equilíbrio de tal forma, que tudo é motivo para eu me sentir mal: o português ruim dos outros, os meus inúmeros erros gramaticais... até a voz das pessoas me deixou irritada hoje.
Às vezes me esqueço o quanto preciso do silêncio (mental), dos amigos, da família, do sono, do amor... me esqueço que eu preciso de mim, sóbria, serena, equilibrada.

Um comentário:

  1. Depois dessa querida Karol, preciso de um chá, preferencialmente de açai, ou talvez uma xícara com uma pintada de batata frita!! um beijo e que reconquiste o equilibrio!

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