Lá vou eu, me embriagando com o
terrível vício de me esquecer. Jogo os artigos sobre a mesa, os livros no chão,
a caneca de chá sempre a altura das mãos, e os devoro, todos os dias, todas as
horas, até eu não saber mais o que sinto, até não me lembrar de mais nada que
não seja fórmulas, vitaminas, minerais, metabolismo, forma ativa, proteínas,
bactérias, e outras tantas coisas. É nesse exagero que eu me perco. Não consigo falar de mais nada que não seja
isso e a novidade é sempre esta: “estou na correria”; a superação se resume a
entender o artigo que irei apresentar semana que vem. Hoje eu me cansei disso.
Este processo suicida tem me deixado tão cega, que mal consigo pensar no que
escrever sobre o que vejo (quando vejo); tem sugado meu equilíbrio de tal
forma, que tudo é motivo para eu me sentir mal: o português ruim dos outros, os
meus inúmeros erros gramaticais... até a voz das pessoas me deixou irritada
hoje.
Às vezes me esqueço o quanto
preciso do silêncio (mental), dos amigos, da família, do sono, do amor... me
esqueço que eu preciso de mim, sóbria, serena, equilibrada.

Depois dessa querida Karol, preciso de um chá, preferencialmente de açai, ou talvez uma xícara com uma pintada de batata frita!! um beijo e que reconquiste o equilibrio!
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