"Eu que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar..." (Raul Seixas)
São cérebros e mais cérebros em processo de atrofia por desuso. Pensar, trabalhar, aprender, fazer, tem sido um fardo na vida das pessoas. Ninguém vê mais a beleza de aprender alguma coisa, pouquíssimas pessoas sentem prazer em sentir o cheiro de um livro, em ser educado, compreensivo; ninguém quer aprender um novo idioma só porque acha bonito; as pessoas reclamam o tempo todo e o único objetivo da vida é gozar de uma suposta felicidade que é conquistada após a aposentadoria. A vida se resume nisso...
Que eu me esforce e Deus me ajude a não ser mais um "robô",em busca de nada;
Que, quando adulta, eu me dedique a aprender todo aquilo que eu acredite ser interessante, não para me fazer ganhar dinheiro, mas apenas pela satisfação interna;
Que eu aprenda esperanto, andar numa corda bamba, saltar de pára-quedas,falar italiano, a ficar de cabeça para baixo pendurada numa árvore;
Que eu pense sobre tudo, construa opiniões sobre todas as obras que eu puder;
Que na velhice, apenas meu corpo seja velho;
E que, se um dia eu não puder mais me levantar e ficar presa no "trono de um apartamento", que eu não espere a morte como todos os outros, porque, mesmo após a morte...
"... eu tenho uma opção de coisas grandes para conquistar e eu não posso ficar aí parado."
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