Por pelo menos uma hora, eu tive
a brusca impressão de não o conhecer. Jamais poderia imaginar que o homem que
seria o mais importante para mim, poderia dizer que eu não faço diferença na
vida dele. Ele próprio fez minhas malas e atirou-as para fora do seu coração
(se é que um dia eu estive lá). “Saia.” Esta foi sua última fala. Desconsiderou os esforços para nos mantermos em harmonia, mesmo quando ele
próprio a queria destruir; as tantas vezes que dividimos com ele o peso que seus
ombros e seus pés já não conseguiam mais carregar... Eis que agora ele é um
homem de Deus e no seu coração, na sua casa e na sua vida já não há mais lugar
para os outros, nem para os que ele chama de “família”. Se eu sinto raiva? Não,
não. Em todos esses anos de convivência eu aprendi que os irmãos mais
necessitados precisam mais do nosso amor que qualquer outra pessoa. Eu entendo
e respeito sua decisão. Precisamos da
tristeza para aprender algumas lições e, se essa é a necessidade dele, que
assim seja. E ponto.
Que Deus permaneça segurando a
sua mão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Desatado por Complexus