sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E a madre chorou de saudades do convento, que era seu pseudoescudo-esconderijo, espelho fiel do seus medos imperdoáveis, da sua cômoda e mentirosa rotina interna.
Sentiu saudades das bênçãos que concedia, do silêncio sepulcral que ecoava nas pedras vazias e úmidas que formavam a sala  fétida e escura, onde ela se recolhia ( ainda mais) para suas orações, tão emotivas quanto as paredes de sua sala.
Ela sentiu falta da reclusão, do isolamento.

Mas a cada dia ela se vê longe dessas ações pérfidas de outrora. Que Deus abençoe os seus caminhos.

In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti


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