sábado, 30 de junho de 2012

Da lembrança inesperada



Numa cidade quase desconhecida,numa rua quase familiar, a menina corria, tentando evitar que a chuva a molhasse. Mas aquilo era uma diversão,não um sofrimento. Corria porque achava divertido, se sentia livre... e ria...ria alto... soltava gargalhadas no meio da rua deserta.  Já dentro da casa, ela correu para o quintal, o imenso quintal, e viu a chuva cair forte e se misturar com os raios de um sol que se despedia. Um espetáculo, o céu laranja forte e o barulho da chuva.

Foi ao som da chuva e de chopin que a menina que estava numa cidade quase desconhecida, que correu numa rua quase familiar e que estava quase triste, por um breve e intenso momento, foi completamente feliz.

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